sábado, 18 de agosto de 2012

My Stroke of Insight

Com este título, inicio o post de hoje, aos amigos que sempre acompanham a trajetória da Lyla, antes e após o AVC.
O título vem de um livro do mesmo nome..."My Stroke of Insite (meu derrame de felicidade)" da  Dra Jill Bolte Taylor.  Uma neurologista que viveu na pele o que é ter um AVC, e não só curou-se completamente, como acabou por mudar completamente sua vida e de sua família e entender melhor esse acidente cerebral, o que possibilitou melhorar a forma como recuperar outros pacientes. Em 2007, tive a grande satisfação de me comunicar com essa doutora nos EUA, o qual me respondeu prontamente sobre as dúvidas de como recuperar um paciente nessas condições.
Dentre 40 dicas do que fazer para ajudar uma pessoa com AVC ela enfatiza..."nunca deixe o cérebro na inércia".
Infelizmente algumas recuperações não se realizam da forma como a família desejaria, e por mais que seja doloroso e angustiante ver uma pessoa que gostamos, aprisionada dentro de sí mesma, nunca podemos desistir.
Esse é um quebra cabeça de 100 peças, o qual a Lyla monta em menos de 30 minutos, com uma técnica toda dela.  Separa as peças por bloquinhos e vai montando.  Por mais boba que pareça essa atividade, ela serve para manter o cérebro ativo, e força a massa neural a tentar se recompor.  Mesmo que por uma mínima fração, e evitar o regresso, já é uma grande vitória.
Infelizmente a Lyla permaneceu com muitas sequelas após o AVC, visto a grande extensão que atingiu seu cérebro.  Mas assumo que esse acontecimento trouxe uma grande experiência para todos nós em casa.
Para prosseguirmos com o tratamento de forma adequada, precisamos vender a casa dela na Ilha, porém isso não significa que iremos nos distanciar dos grandes amigos que fizemos lá, mas é um novo começo.
Das dicas dadas pela Dra Jill, elenquei 5 que sempre tentamos seguir e mesmo assim, houve horas em que o cansaço e o desânimo nos tocaram de forma bastante dura... mas seguimos em frente,  e hoje temos força o suficiente para saber que alguns problemas são pequenos... muito pequenos, e reclamar da vida não ajuda!

5 dicas da Dr Jill

- O paciente não é estúpido, respeite-o e o trate com carinho, pois está ferido.
- Aproxime-se com o coração aberto, não tenha pressa para entender o paciente
- Respeite o poder de cura do sono, é necessário
- Faça tudo com carinho
- ACREDITE QUE O CÉREBRO PODE CONTINUAR APRENDENDO SEMPRE.  Estimule o cérebro e use ferramentas educacionais para ensinar.

Dedico esse post à Tatá, que é a minha grande irmã e acima de tudo amiga e  companheira de vida, desde pequenos!

Murilex